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segunda-feira, 27 de abril de 2009

Empate Igual Porém Diferente

Por Fernando Luiz Costa

O primeiro jogo da decisão do Campeonato Carioca entre Botafogo e Flamengo foi um empate de 2x2. O empate é um resultado igual, porque afinal de contas, o que vale mesmo no futebol é bola na rede e torcida vibrando. Mas os empates são também iguais em campo?

O Fogão começou melhor na partida. Ney Franco e seus treinos secretos trouxeram um jogador surpresa. Eduardo que já foi dispensado do elenco, treinava em separado, era o titular da camisa 6. Ney sempre apronta uma surpresa em final e elas sempre dão resultado. O alvinegro dominou a partida nos primeiros 20 minutos. Porém, como a lógica anda longe do futebol, o Flamengo abriu o placar num dos poucos momentos de ataque deste período. Pênalti em cima de Juan que foi o batedor. Após isso, o controle do jogo trocou de mãos. O Mengão, em vantagem no placar, se viu confiante para soltar-se a frente em busca do segundo gol, que só não saiu pela, já corriqueira, capacidade dos jogadores do Flamengo de perder gols e também por mérito do goleiro Renan e da defesa botafoguense.

Passado o susto do gol e o esfriado o ímpeto rubronegro, o Botafogo tomou as rédeas mais uma vez. E precisou de, apenas, 6 minutos para virar a partida. Primeiro, com Juninho de falta com cobrança ensaiada. Maicosuel passou o pé por cima da bola como faz em suas cobranças de pênalti, Juninho bate seco no meio da barreira e Íbson vira de costas. Tudo teatralmente ensaiadinho entre os três, porque só isso me explica o camisa 7 do Fla ser o único da barreira a tirar o corpo da trajetória da bola. O segundo gol foi um cruzamento na área. Reinaldo, 1,87m de altura disputa na cabeça com Íbson de 1,77m. 10cm sentimentro a menos que significaram bola na rede e fim de primeiro tempo.

Cuca voltou com um Flamengo diferente do intervalo. Josiel entrou no lugar de Zé Roberto que eu nem me lembrava que estava em campo. E olha que Ney Franco nem fez marcação individual a ele. Mas a alteração não surtiu qualquer resultado. O Botafogo dominava o meio-campo e na deixava o Fla atacar. Maicosuel aproveitou para tirar onda com a cara de Juan num belo drible. O lateral fez falta, reclamou, tomou cartão amarelo, fez cara feia, mas nem pensou em fazer um gol para empatar o jogo numa bela jogada para devolver na mesma moeda.

Enquanto isso, Bruno trabalhava e Renan descansava. O poderio do Flamengo estava realmente fraco. E quando o jogo caminhava para uma vitória alvinegra, dois problemas numa mesma jogada mudaram o destino. Reinaldo e Maicosuel se machucaram e tiveram de ser substituídos, jogando por terra o esquema de Ney Franco. O camisa 10 do Fogo passou a ser dúvida para o jogo final e o Flamengo viu acender a luz do empate no horizonte. Porém, atacando muito mais na vontade, o Mengão se via perdido em toques excessivos e falta de objetividade. Sem dar muito trabalho ao goleiro do Bota, o Flamengo conseguiu o empate num lance de raça e sorte Williams, que perdeu uma bola na lateral da sua área de ataque, não desistiu, retomou o pelota e cruzou para a área. Mas uma vez, um desvio do bom, porém mais sem sorte do zagueiro do Brasil, Emerson e o caroço morreu mansinho no fundo das redes. Era o empate, que me fez lembrar 2006, quando Bota e Fla empataram em 2x2 as duas partidas decisivas.

Melhores momentos:


segunda-feira, 20 de abril de 2009

Mengão campeão

Por Fernando Luiz Costa

Talvez até não tenha sido justo pelo campeonato inteiro, mas como no futebol o que importa sempre é a bola na rede e mesmo que contra, o Flamengo é campeão da Taça Rio 2009.




A vitória sobre o Botafogo foi apertada, nervosa. Sei lá... difícil adjetivar desta vez. Os alvinegros não foram tão ruins assim para perder, mas também, os rubronegros não mereciam ter saído do Maracanã hoje sem a chance de disputar o título carioca.

Sigo achando que o Botafogo é o time mais dedicado do campeonato (porque achava o Vasco o melhor). Porém, esse título leva para a Gávea o ânimo necessário para jogar as duas últimas partidas com vontade de vencer. Pena que não leve dinheiro para pagar os salários.